Mulheridades na Tela: Introdução ao Cinema Feminista
15 a 29 de outubro de 2026
14:30 às 17:30
Local: Casa Cuia - Rua Cardoso de Almeida, 1630 | Perdizes
São Paulo-SP | CEP 05013-001
Descrição do Evento
O curso, por meio de uma abordagem teórica e discursiva, promove um debate aprofundado sobre o Cinema de Mulheres, Filmes feitos pelas cineastas (dirigidos e /ou roteirizados), Feminismo, Olhar Feminino e Cinema contra-hegemônico. Chantal Akerman, uma das cineastas mais representativas que existiram, rejeitava a tipificação e explicava que “quando as pessoas me perguntam se sou uma cineasta feminista, eu rebato respondendo que sou uma mulher que faz filmes.”
Ao estudar a história do cinema, é interessante olhar para o futuro simulando um passado onde o cânone é destituído e em seu lugar, materializada uma trajetória que abarque homens e mulheres na criação da linguagem cinematográfica. Se faz urgente e necessária uma apresentação introdutória ao Cinema De Mulheres ou Cinema Feminista, uma parte da história que havia sido relegada ao limbo por muitos historiadores e críticos - afinal não era do interesse de um sistema patriarcal reconhecer que as mulheres enquanto cineastas, roteiristas, produtoras, montadoras e criadoras tiveram também um impacto profundo no avanço tecnologico e estetico na sétima arte. Pensar um Cinema de Mulheres não é abordar um olhar feminino presente nos filmes em detrimento do olhar masculino dominante no cinema clássico mas sim demonstrar como o Contra Cinema abarca uma diversidade de representações, significados e leitura de mundo que beneficia todos os espectadores. Afinal, como Agnès Varda certa vez manifestou “não me interesse em ver um filme dirigido por uma mulher - não se ela não estiver interessada em buscar por novas imagens”. Os impactos na espectatorialidade da análise de alguns filmes subjetivados a partir dos estudos da filmologia feminista também interessam no decurso dessa introdução.
Conteúdo do Curso
Aula 1 - Uma Breve História do Cinema hegemônico e canônico
Houve um tempo em que a importância das mulheres para a construção do cinema foi completamente apagada da história, o que felizmente tem sido desconstruído pelos estudos contemporâneos da história do cinema e pela atuação de mulheres na crítica de cinema.
Aula 2 - O que é a Filmologia Feminista?
A crítica feminista do cinema nasce e floresce a partir do próprio movimento feminista e de suas preocupações e vai inchando como uma metodologia sociológica e política. Seu marco zero vem a ser “Prazer Visual e o Cinema Narrativo”, obra de Laura Mulvey fundamental para o estabelecimento da teoria crítica e que primeiro surge publicado como um artigo (em 1975) que explicita como a personagem feminina por mais vital que seja no cinema narrativo clássico só existe em prol do personagem masculino - ela é um objeto em si.
Aula 3 - Cinema de Mulheres, com Mulheres
As estruturas da linguagem e outras práticas significantes que codificam o corpo da mulher são tão opressivas quanto as estruturas materiais/sociais que têm mediado a percepção do corpo e do ser e suas possibilidades eróticas. Por essa razão, algumas cineastas, de acordo com Mary Ann Doane, recusam-se a filmar o corpo da mulher, por ele estar impregnado de significação masculina, através do olhar masculino.
Aula 4 - Subjetividade + Alteridade nas telas
A representação do indivíduo feminino, com suas complexidades traduzidas, com os aspectos íntimos que individualizam e tornam exprimível aquela construção narrativa e desenvolvimento enquanto personagem se transforma, perante quem olha do lado de cá, em reconhecimento. A mulher cis ou trans ali representada como materializável na realidade, como explica Lucy Bolton na obra “Filme e Consciência Feminina”, exemplificando através de filmes de Sofia Coppola, Lynne Ramsay e Jane Campion quais caminhos são trilhados para realçar a subjetividade e o esplendor artístico a partir do olhar de uma mulher.
Aula 5 - Espectatorialidade e os desafios no mundo contemporâneo
Reflexões sobre como diferentes públicos recebem, interpretam e se relacionam com as imagens cinematográficas no contexto contemporâneo.
sobre a artista
Lorenna Montenegro
Crítica de cinema, roteirista, curadora, programadora, pesquisadora acadêmica, jornalista cultural e professora de audiovisual e comunicação social na FAM. Integra o Coletivo Elviras, a ABRA Roteiristas, a Abraccine e o +Mulheres. Filiada ao FORCINE e a SOCINE, é bacharel em Jornalismo, cursou Produção Audiovisual na PUCRS e tem especialização em Cinema e Linguagem Audiovisual na Estácio de Sá. Mestranda no Programa de Pós Graduação em Comunicação Audiovisual na UAM - Anhembi Morumbi.
Política do Evento
Período: 15 a 29 de outubro de 2026
Datas: 15, 20, 22, 27 e 29 de outubro
Horário: 14h30 às 17h30
Local: Casa CUIA - Rua Cardoso de Almeida, 1630 | Perdizes | São Paulo-SP | CEP 05013-001
O curso contará com coffee break durante os encontros
As vagas são limitadas e as inscrições devem ser realizadas pela plataforma Sympla.
Ingressos e inscrições
Participação mediante inscrição prévia
As vagas são limitadas
Os ingressos podem ser adquiridos pela Sympla
Recomenda-se conferir todas as informações da inscrição antes da confirmação do pedido
Cancelamento de pedidos pagos
Cancelamentos de pedidos pagos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja realizada com pelo menos 48 horas de antecedência do início do evento, conforme as regras da plataforma Sympla.
Edição de participantes
A pessoa participante poderá alterar a titularidade de um ingresso uma única vez, respeitando o prazo estabelecido pela plataforma Sympla, disponível até 24 horas antes do início do evento.
Pontualidade e participação
Recomenda-se chegar com antecedência para o início das aulas
O curso é dividido em cinco encontros complementares
Para melhor aproveitamento do conteúdo, recomenda-se a participação em todas as aulas
Durante os encontros, pedimos respeito às falas, debates e diferentes perspectivas apresentadas
Regras de convivência e conduta
Para garantir um espaço de troca respeitoso e acolhedor:
Respeite a professora, equipe e demais participantes
Não serão toleradas situações de assédio, discriminação, ameaça ou desrespeito
Evite interrupções que prejudiquem o andamento das aulas
Siga as orientações da equipe da Casa Cuia durante a permanência no espaço
Fotos e filmagens
Fotografias e registros pessoais devem respeitar a dinâmica das aulas e as demais pessoas participantes
Não é permitido gravar integralmente as aulas sem autorização prévia
A Casa Cuia e a organização poderão realizar registros do curso para fins de divulgação
Alterações na programação
Datas, horários ou conteúdos poderão sofrer ajustes por motivos técnicos, organizacionais ou de força maior.
Endereço
Rua Cardoso de Almeida, 1630 | Perdizes
São Paulo-SP | CEP 05013-001